No final de fevereiro de 2020, quando o primeiro caso de COVID-19 foi confirmado no Brasil, muita coisa começou a mudar, principalmente na área da saúde visando principalmente a segurança do paciente no consultório do dentista.

Enquanto o distanciamento social não era a principal recomendação da OMS - Organização Mundial da Saúde, o uso de álcool gel, álcool 70%, luvas e máscaras já estavam sendo usados com mais frequência em consultórios de diferentes áreas da saúde. 

Tudo isso, claro, pensando na segurança do paciente.

Foi nítido um movimento de profissionais da saúde em busca de conhecimento sobre equipamentos de proteção individual (EPI), medidas de controle de infecção e adequações para atender os pacientes. O mais interessante é que tudo isso já fazia parte do dia a dia de um consultório odontológico.

A segurança do paciente no consultório odontológico

Se tem um profissional da área de saúde que mais entende de biossegurança - conjunto de ações voltadas para a prevenção, proteção do trabalhador e paciente - é o Dentista.

Esse fato fica mais claro ao pensarmos sobre os diferentes tipos de atendimento médico.

Quando você vai a um cardiologista, por exemplo, normalmente ele estará vestido com roupas do cotidiano e um jaleco.

O esfigmomanômetro, aparelho usado para aferir a pressão arterial, normalmente não passa por nenhum processo de desinfecção entre um paciente e outro.

E assim acontece em grande parte dos atendimentos em consultas médicas.

Por outro lado, ao se consultar com um dentista, o jaleco se faz sempre presente no atendimento, bem como o uso de luvas, toucas, óculos no profissional e muitas vezes no paciente. 

A segurança do paciente e do profissional é percebida em cada ação no consultório. Desde a disposição e os tipos de mobília, a organização dos equipamentos usados, as vestimentas utilizadas pelo dentista, até os materiais descartáveis disponíveis para o paciente.

Essas características são percebidas em consultórios odontológicos, justamente porque eles são planejados e devem cumprir todas as exigências da Vigilância Sanitária para prever a segurança do paciente. 

O processo de esterilização na prática

Apenas em consultório odontológico é exigido um centro simplificado de esterilização profissional como a de um hospital.

E mesmo sendo um requisito necessário para o funcionamento do ambiente e para a segurança do paciente e dos profissionais, ainda assim existem consultórios que não atendem essa determinação. 

Para o processo de desinfecção no consultório é utilizado álcool 70 em gel e o líquido, além disso, é usado também o quaternário de amônia que é um desinfectante hospitalar, mais eficiente que o álcool.

Mas, afinal, como é na prática o processo de esterilização?

A esterilização dos instrumentos não descartáveis acontece por meio de um equipamento chamado autoclave.

Após o uso dos instrumentos no paciente, eles são lavados, secados, embalados e vão para a autoclave, que pode ser comparado a uma panela de pressão onde os instrumentais são expostas a alta temperatura e pressão no vapor de uma água pura, conhecida como água destilada.

A autoclave funciona através de ciclos, que vai variar o tempo, pressão e a temperatura necessários para deixar tudo completamente livre de germes e vírus, o que significa estéril.

Todo esse processo é realizado, conferido e é registrado em cadernos de controle seguindo as exigências da Vigilância Sanitária. 

Após esse processo tudo está pronto para o reuso.

A segurança sempre esteve em consultórios odontológicos 

A segurança dos pacientes sempre estive presente em consultórios odontológicos e com o coronavírus todos estes cuidados estão sendo dissipados para toda sociedade. Mas, como dentista, a limpeza constante do ambiente, materiais e instrumentais de trabalho sempre estiveram presentes no meu dia a dia.⠀

O vírus que provoca a COVID-19 é principalmente transmitido por saliva e outras secreções, sendo assim, nós dentistas temos que redobrar os cuidados, afinal, estamos em contato direto com a boca dos pacientes.⠀

Por isso, além de máscaras e luvas, novos equipamentos de proteção estão fazendo parte da preparação para o atendimento, como avental de TNT e uma proteção especial para o rosto. Uma medida eficaz que foi modificada e introduzida na hora do atendimento é pedir ao paciente para fazer bochecho com água oxigenada a 1% por um minuto para destruir o corona vírus, caso o paciente esteja infectado por ele.

Tudo isso, pensando sempre na segurança dos pacientes.

Abraço,

Dr. Carlos Henrique.

 

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